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domingo, 23 de março de 2014

Colheita

Oito meses se passaram, frio, chuva, muito sol.
A vida gritando por todos os cantos do planeta.
Noites, dias...
E Ele adormecido, descansando esperando seu momento certo.
Você?? ...
Você viveu, sorriu, chorou, amou, odiou... o que você fez?
Você plantou?
Você cuidou?
Você adubou?
Você viu o dia? Você viveu o dia?
Viu a noite? A Lua cheia?
Os animais... as aves, as plantinhas, as folhas...
O mar, a danado, bendito mar, as vezes calmo, as vezes feroz, vem sorrateiro espumante e volta arrastando suas presas.
Nossa vida no planeta.
E agora?
Ele despertou!!
Escutem!!
Abra sua janela, ele está lá fora.
E vai tirar de você o melhor que pode fazer.
Vai tirar seu fruto, vai derrubar suas folhas, te balançar, mandar as nuvens para longe.
Vai pintar o céu de um azul, que somente ele pode pintar.
A Noite vai te mandar um show, tantas estrelas que você vai querer chorar.
E vai recolher o que a terra produziu.
Um dia ele chega para todos nós. E nos cobra o fruto, doce, amargo...
BEM VINDO OUTONO, plantamos durante oito meses aqui está nossa colheita.
Sandra Caldeira.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Um dia.

Um dia...
Chuva, poça de água, mato molhado, cheirinho de cozido.
Ela pequenina, na vidraça olhava os gotas escorrerem vagarosamente, para encontrar-se com outra gota e como num carrinho de “rolemã”, desciam muito rápido pelo vidro. Será que os meninos inventaram o carrinho de “rolemã” inspirados nas gotas que escorriam pela janela¿
Seus olhinhos se distraiam contemplando aquela magia, logo percebia que lá fora formavam se poças d’água, e cada gota que caia formavam lindos círculos um em volta do outro.
E as árvores, se chacoalhavam deliciosamente deixando que a água escorresse por entre suas folhas e em cada galhinho. Pareciam bailar com a música do vento.
E aquela menina frágil de pele cor de jambo, cabelos curtinhos, magricela, sonhava e sonhava...
Se não fosse o aconchego de sua simples casa, feita de tijolo e barro, ela sentia vontade de pular naquela poça, subir nas árvores e se deixar balançar ouvindo o cantarolar do vento... uuuu...aaaaa...
Sua casa era tão simples e tão linda, quando a chuva parava e saia o arco Iris, ela serrava seus olhinhos e olhava entre os buraquinhos do telhado e via os raios do sol, era tudo tão lindo.
E seus olhinhos logo encontrava uma formiguinha carregando uma folha enorme e descia pela parede e rapidamente corria pelo chão, ah aquele chão lembranças felizes, encerado de vermelho, tão polido ela conseguia ver duas formiguinhas, parecia que uma estava em baixo do vermelhão(como seus pais chamavam o chão) era engraçado, quantos nomes engraçados.
Chão vermelhão, parede de estuque, árvinha (era a cerca viva)
De repente era tudo tão calmo, tão sublime, ela podia ouvir o chorinho de sua irmãzinha de poucos meses, seis talvez, que choro lindo, que bebêzinha linda, era sua irmãzinha Môninha, e ela se sentia muito forte naquela hora, podia protegê-la, e assim que seria dali pra frente.
Com o olhar perdido, ela se imagina voando, sobrevoando aquele vilarejo, espionando tudo.
Quando a noite chegasse iria dormir e então poderia sonhar de voar, era seu segredo.
Um dia..
Autoria: Sandra Caldeira

sexta-feira, 14 de março de 2014

De repente

De repente o futuro.

Acredito que todos vocês já pararam e tentaram imaginar como seria seu futuro.
Se estaria casado;
Um grande amor;
Filhos;
Bem sucedido.
Se imaginaram "naquela" casa, com um belo jardim, janelas brancas, cortinas esvoaçantes, frutas sobre uma mesa de madeira polida.
Ou um apartamento, com uma bela sacada, um banheiro de mármore Carrara e paredes de vidros.
Ah quantos projetos, quantos sonhos, objetivos traçados.
Faculdades, lindas profissões, garotos(as) festas.
E você foi vivendo e se esquecendo dos seus projetos, você foi trabalhando freneticamente e ignorando o que passava quase em tempo acelerado, querendo desfrutar de todas as bandejas de guloseimas que lhe eram ofertada.
Você riu muito, fez amigos, viajou conheceu pessoas encantadoras.
E por momentos tudo era pleno, um mês, dois meses quem sabe até três.
De repente "Slow".
Seu coração começou a se mover debilmente, bailando entre seu estomago e garganta.
E a presença, a alegria as festas, bebidas, amigos, paixões se transformou numa ridícula
e dolorida ausência.
Você se fechou, se afastou e se diagnosticou bipolar.
E como num controle remoto sua vida acelerou e se viu pulando etapas.
Quantas falhas, quantos erros quanto tempo desperdiçado.
Se pudesse voltar no tempo...
Não, não temos uma segunda chance.
Nosso momento é esse, é agora, é hoje.
E viver numa viagem, na fantástica viagem de..(...). não fará nossa vida melhor.
A resposta, a única resposta;
Viver consciente;
Ser feliz sim;
Mas saber que a vida é feita de escolhas;
E pra cada escolha um caminho.
E enfrentar suas escolhas, aceita-las.
Se adaptar com o futuro que você permitiu ser seu presente.
A amargura encurta a vida, te cega e te rouba coisas e momentos bons.
Se perdoe pelos erros, se ame, ninguém fará isso por você. Definitivamente não fará.
Chore até seu coração perceber que você precisa dele pra viver bem.
E pondere redesenhe seus passos e curta, mas preste muita atenção.
Guarde o perfume, guarde o sabor, guarde aquela lembrança...
Viva suas escolhas.


http://youtu.be/9j5Jhpd1H98
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